quarta-feira, 30 de novembro de 2011

MAIS UM GRÁFICO

Na esteira do "gráfico perturbador" que António Figueiredo aqui inseriu no seu post de 11 de Novembro, importo hoje outro gráfico de Krugman (http://krugman.blogs.nytimes.com/), este do dia 27 e relativo às “yields” (retorno exigido pelos investidores) da Suécia e da Finlândia no mercado das obrigações a 10 anos. Como diria o inspirador Joe Weisenthal, "este gráfico basicamente explica tudo"; reparemos, em três etapas simples:
(i) a grande divergência – com o “yield” da Suécia a descer consistentemente e o da Finlândia a descer menos e a subir posteriormente – ocorre em linha com o aprofundamento da crise do euro (desde o final do 1º trimestre de 2011) e o seu agravamento mais recente (desde Setembro);
(ii) trata-se de dois países com finanças públicas equilibradas e cuja grande diferença, para os efeitos em causa, está em que a Finlândia é parte da moeda única, enquanto a Suécia mantém a sua moeda nacional – o que significa que, nas circunstâncias presentes, resulta favorecido quem pode emitir moeda, quem dispõe de um “credor de última instância”;
(iii) Krugman lembra ainda que Abril foi o mês em que o BCE de Trichet decidiu começar a subir taxas, concluindo que tal terá estado na origem do pânico que pode ter destruído o euro.
Mercados, dirão uns; especulação, dirão outros; eu prefiro falar de fundamentalismo na economia…

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