terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

FORMAÇÃO-AÇÃO



A tarde de amanhã será dedicada a uma intervenção na Associação Industrial do Minho numa sessão centrada no tema da formação-ação em PME. É um tema que me é caro. A minha argumentação é simples. Tendo a economia portuguesa um problema estrutural de competitividade, a abordagem a esse problema tem várias dimensões e uma delas é inequivocamente a das políticas públicas apontadas ao “miolo” organizacional da empresa. Os programas de formação-ação apontam intrinsecamente para o referido miolo organizacional, gerando processos de consultadoria e formação associados, cuja definição parte dos problemas conjuntamente identificados com o próprio empresário. Isto não significa necessariamente que se trate de um processo imaculado. Os riscos existem. Metodologias desta natureza podem ser apropriados quer pelas instituições de oferta de formação profissional, quer pelas redes locais de consultadoria. As primeiras podem ter a tentação de padronizar (para maior eficiência) o que é, por definição e por consequência de partir do miolo organizacional de cada empresa concreta, à medida. As segundas podem capturar todo o processo, vendendo sobretudo trabalho de consultadoria e não dando o salto para a identificação e resposta a necessidades de formação ditadas por problemas organizacionais inibidoras da produtividade. Tudo isto num sistema de atores bastante complexo, organizado em torno do associativismo empresarial.
Mas apesar dos riscos não abundam os instrumentos de políticas públicas com proximidade aos problemas organizacionais das empresas. Por isso, vale a pena aperfeiçoar este instrumento de políticas públicas de formação.

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