terça-feira, 31 de maio de 2016

DIA DA FEP E DE MIGUEL CADILHE



Passagem obrigatória, mas com o devido prazer, pela velha FEP (63 anos!) para a cerimónia comemorativa do respetivo dia. Marcando a diferença em relação a anos transatos, o Salão Nobre cedeu o lugar aos Passos Perdidos do primeiro andar e foi ali, entre vários amigos e ex-colegas (de facto, a dominante eram os cabelos brancos e os volumes generosos!), que Miguel Cadilhe recebeu o quinto “Prémio Carreira” entregue a um destacado antigo aluno da Instituição (antes já tivéramos Daniel Bessa, Rui Rio, Elisa Ferreira e Manuel Oliveira Marques). O método de escolha também mudou com a chegada à Direção de José Varejão e sua equipa, na medida em que a propositura de nomes é aberta a todos os “fepianos” mas a escolha final deixa de ficar submetida a uma votação aberta entre três designados que, sendo mais mediática e mobilizadora, tinha o seu lado negativo no desagradável facto de uma comunicação ao vivo da rejeição de duas personalidades (o que ocorreu com o próprio Miguel Cadilhe e Rui Rio em 2011, com Fernando Teixeira dos Santos e Ana Maria Fernandes em 2012, com Carlos Tavares e José Peneda em 2013 e com António Simões e José Roquette em 2014). Agora, é um júri de sete membros e largamente dependente do critério do Diretor quem faz a opção definitiva (júri este ano constituído, além das inerências dos presidentes do Conselho de Representantes e da Associação de Antigos Alunos, por Elisa Ferreira, Manuel Ferreira da Silva, Odete Patrício, Rui Lopes Ferreira e Sandra Santos).

Miguel Cadilhe é certamente uma das figuras mais notáveis e emblemáticas que passaram pela FEP. Dele fui sucessivamente aluno (por três vezes), subordinado (no Departamento de Estudos do BPA), consultor pontual, administrador executivo e administrador com reporte acionista à entidade a que presidia. Umas vezes por imaturidade minha, outras por teimosia dele e outras sabe-se lá porquê, nem sempre estivemos de acordo em tudo, mas tendo a considerar que o estivemos no essencial – porque, como o próprio no-lo recordou na palavra de seu pai “”a vida não é uma linha reta, é uma vida de retidão” – e hoje somos, sobretudo, amigos. Quanto à FEP, há muito que esta já lhe devia a reposição que esta homenagem de algum modo concretiza – penso, em especial, no modo indecente como alguns, então arvorados em donos da casa (e que por lá ainda se passeavam hoje, sorridentes e sem vergonha), trataram o seu possível regresso à mesma no início dos anos 90.

Quanto ao futuro desta iniciativa, gostaria que a mesma pudesse ainda vir a premiar alguma gente disso por demais merecedora. E que, de entre esses (e são muitos), pudesse conseguir distinguir simultaneamente carreiras indiscutíveis e dotadas de grande visibilidade pública (e lembro-me, assim de repente, de Carlos Costa) e carreiras menos visíveis mas não menos dignas de uma sinalização forte pela sua coerência e qualidade em termos académicos, letivos, profissionais e cívicos (e lembro-me, também assim de repente, do meu amigo e parceiro neste blogue, o António Manuel Figueiredo). À atenção de quem de direito...

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