terça-feira, 23 de julho de 2019

OS INCÊNDIOS


Perdoe-se-me este desabafo relativamente desestruturado e, talvez mesmo, pouco esclarecido. É que sou um leigo absoluto na matéria, que aceito sem rebuço que a questão é por demais complexa, que percebo que o clima e as mudanças climáticas jogam altamente contra, que admito que não haja forma possível de evitar alguns desastres mais imponderáveis e incontroláveis, que sei que o Estado Português é remediado e não dispõe de recursos para fazer certos investimentos de muita monta, mas – que diabo! – alguma coisa sempre será suscetível de se conseguir na linha de uma melhoria séria e por forma a que a destruição de importantes recursos nacionais não se torne cíclica e a desgraça não se abata repetidamente sobre as populações mais pobres e marginalizadas. Cá para mim, que até não sou de intrigas, prescindo da ideia algo abstrata de “falhas do Estado” para dizer quanto me inclino no sentido de que a nossa maior pecha se situe no plano organizativo e de liderança, sobretudo em termos de um pertinente modelo territorial e de clareza na repartição de responsabilidades técnico-políticas, tudo isso com óbvio impacto nas debilidades que são evidenciadas aquando da necessidade de intervenções urgentes e eficientes no terreno. Mas estou só a aventar uma hipótese, embora uma hipótese que talvez pudesse ser de equacionar e explorar...

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