quarta-feira, 20 de outubro de 2021

RULE OF LAW

Estive por lá perto, por entre sirenes e um enorme frenesim, aquando do debate acusatório que teve lugar na sessão parlamentar de Estrasburgo entre Ursula van der Leyen e o primeiro-ministro polaco Mateusz Morawiecki. Ela bem e firme na palavra (veremos o resto...), ele defensivo mas igualmente firme nas suas ideias de uma Polónia que quer a Europa (a 80%, disse) e dela não abdicará sob nenhuma condição, por um lado, e de uma União centralizada e sem controlo democrático (ademais discriminadora dos novos Estados membros vindos do Leste), por outro. Ao ouvi-lo, refiz com ainda maior convicção a minha leitura sobre a precipitação com que foram realizados os últimos processos de alargamento; e, agora que tais países estão dentro e por dentro vão fazendo os seus estragos mais ou menos destrutivos, estou com a “The Economist” quando afirma, esta semana mesmo, que “a Polónia é um problema para a União Europeia precisamente porque dela não sairá”, ou seja, que “ao contrário da Grã-Bretanha, a Polónia permanecerá dentro da tenda a causar sarilhos”. Sendo que também já começo a adotar como verdadeira a tese de que, sem sarilhos e últimas horas, não haverá construção europeia que resista!


(Peter Schrank, https://www.economist.com)

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