quarta-feira, 30 de maio de 2012

FAIT-DIVERS?

Ontem foi a vez de Fernando Teixeira dos Santos na comissão de inquérito ao BPN. Bem na atitude e na forma, à-vontade no conteúdo. Sendo que, no tocante a este, há elementos que ficarão para sempre por demonstrar ou no domínio do “palavra contra palavra”. Exemplifico:


·         “A situação era uma situação explosiva. E nós não avançamos com a solução da nacionalização do banco sem previamente termos tentado outras soluções ou outras alternativas que impedissem recorrer a esse tipo de solução.”
·         “Se, no momento da nacionalização, soubesse que as imparidades eram de 1800 ou 2000 milhões de Euros, e que esta crise ia ser eventualmente mais prolongada do que o que na altura se podia esperar, teria nacionalizado o banco? Senhor deputado, eu dir-lhe-ia que sim.”


·         “A Troika apontava para um cenário de liquidação do banco. Nós entendemos que o cenário de liquidação do BPN era um cenário que, primeiro, acabaria por ser mais oneroso para o Estado do que um cenário de alienação. Segundo, teríamos dificuldades no cenário de liquidação porque iria suscitar uma corrida a levantamento dos depósitos do banco, o que iria fazer com que nos confrontássemos com um problema de liquidez imediato porque era necessário responder, obviamente, a essas exigências dos depositantes. (…) A Troika aceitou: ‘sim, nós abdicamos do cenário de liquidação mas têm de fazer uma privatização, que tem de ser rápida’”.


·         “O que se pretendia era vender algo que não valia nada por 1,16 euros por ação. No meio daquela situação de um banco sobre o qual havia suspeições de irregularidades, com capitais próprios negativos, pretendia-se tirar partido da situação para tirar dinheiro”.

No final do dia, o que mais apoquenta é uma certa sensação de se estar a assistir a um combate inútil entre atores secundários de um filme com outros protagonistas. Satisfeitos, estes, já que enquanto o pau vai e vem, folgam as costas…

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