quarta-feira, 23 de maio de 2012

PASSOS EM CHICAGO



Acto I – Passos encontra-se com Hollande em Chicago. À saída, declara em tom enrascado: “Há uma visão comum, que se resume talvez nesta ideia de que nós precisamos de ter as nossas contas públicas em ordem e, portanto, o presidente francês compreende também e subscreve a ideia de que nós precisamos de levar a bom porto os esforços de consolidação orçamental, que isso é tão instrumental quanto as condições que nos hão de permitir ser mais competitivos e poder crescer no médio e no longo prazo (…) As políticas designadas como políticas de austeridade, quer dizer de rigor e de disciplina orçamental, fazem parte duma estratégia de crescimento. Isso também é reconhecido por toda a gente.” E, perante uma insistência do jornalista, conclui como o senhor lhe ensinou: “Portugal não precisa de mais tempo para o seu processo de ajustamento.”



Acto II – Hollande antecipa o teor da sua participação nas reuniões do G8 e na cimeira europeia desta semana. Crescimento, eurobonds… – a cara não bate com a careta!


Acto III – Passos a não se pronunciar sobre questões de política interna ali em Chicago: “Não há nenhum ataque a coisa nenhuma, se há coisa que o Governo tem privilegiado é muita transparência nesse aspeto. Mas, como disse, não vou pronunciar-me sobre aspetos da agenda doméstica.”



Acto 4 – Meanwhile, cá pela terrinha, a diretora do Público confirma tudo. Citando: “Houve de facto uma pressão. O ministro Relvas telefonou para a editora de política do Público e disse as várias coisas que são conhecidas e, por essa mesma razão, nós – depois de refletirmos sobre como deveríamos reagir – decidimos que a melhor forma seria eu própria telefonar ao ministro Relvas e foi o que aconteceu. E na sequência desse telefonema o ministro Relvas telefonou à minha colega pedindo-lhe desculpa pelo telefonema que fizera.”

Ainda “abscôndito e circunfuso”, com estas me vou sem mais delongas…

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