sábado, 19 de maio de 2012

KATIA E MARIELLE LABÈQUE



Numa região cada vez mais pequena em distâncias-tempo, almoço com amigos em Alturas do Barroso, bem lá em cima junto ao Alto Rabagão, como uma espécie de preparação para um fim de tarde de luz, que só a Casa da Música consegue oferecer, com as irmãs Katia e Marielle Labèque.
Com as irmãs Katia e Marielle aumenta o número dos pianistas de topo que consegui ver ao vivo, seja no Porto, seja em Lisboa, esperando ter vida suficiente para começar uma outra coleção, a dos jovens pianistas que definirão daqui uns anos o topo.
O programa de hoje, composto de Debussy e Ravel (ano França 2012), trouxe-nos uma leveza só compatível com a luz de fim de tarde que inundava o palco da Suggia. A minha Ma Mère l’Oye (Ravel) de referência era a de Argherich e Pletnev, numa gravação que faz parte reiteradamente de muitas tardes de trabalho. Mas a partir de hoje procurarei avidamente a gravação das irmãs Labèque (para já fica uma gravação no You Tube).
Dois encores fabulosos, já numa total interação com o público emotivo da Suggia (onde a presença secular de Manuel de Oliveira se destacava), fecharam o concerto. O primeiro, que me pareceu uma peça de Gershwin, anuncia um outro reportório das irmãs, com um swing contagiante. Oxalá a Casa da Música possa manter o nível da programação em todo este vendaval de cortes orçamentais.

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