sexta-feira, 22 de junho de 2012

AS FADAS BOAS NÃO EXISTEM


Sim, as fadas boas não existem e a realidade é dura. No futebol e na execução orçamental, por mais díspares que estas duas realidades sejam e afastadas que se encontrem uma da outra.
No Alemanha Grécia de todas as metáforas, seis minutos após o heróico empate foram o máximo do sonho possível, para depois os blindados germânicos mostrarem que as fadas boas não existem ou estavam adormecidas. Mesmo assim, a raça grega evitou o descalabro.
E na execução orçamental, também a evolução da receita fiscal mostra como é complexo o seu controlo em contexto de austeridade desproporcionada. Designadamente a receita do Estado propriamente dito situava-se em Maio de 2012 a 37,3% do valor programado pelo Orçamento Retificativo para 2012, inferior aos 39,5% de 2011 para o meso período de referência. O IRC, entre os impostos diretos, e sobretudo o IVA, nos indiretos, acusam uma nítida desaceleração, provocando uma queda das receitas fiscais de 3,5% neste período.
Por mais absurdo que possa parecer, a forma como projetámos afetivamente o Alemanha-Grécia, pensando a inversão do resgate e da humilhação e as expectativas de Vítor Gaspar quanto à evolução da execução orçamental parecem padecer ambas do síndroma da fada boa que não existe. E de facto a realidade é dura.

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