sábado, 13 de junho de 2015

MACROECONOMIA: UM ESTADO DA ARTE


Gavyn Davies é uma daquelas figuras só possíveis de encontrar naqueles tão tipicamente heterodoxos meandros económico-empresariais anglo-saxónicos. A sua maior fonte de notoriedade pública atual são as colunas que assina no “The Guardian” e no “Financial Times” e o blogue sobre macroeconomia, política económica e mercados financeiros que anima no quadro deste mesmo jornal cor-de-rosa. Numa das suas incarnações foi membro do Partido Trabalhista e colaborou ativamente com os seus governos, noutra foi partner e diretor do Goldman Sachs e chairman da BBC, mais recentemente tem vindo a fazer fortuna através de envolvimentos diretos na lucrativa indústria dos hedge funds e do private equity.

Num dos seus últimos textos, Davies começa por observar que “sete anos após o crash de 2008 há relativamente poucos sinais de uma grande transformação na teoria macroeconómica dominante”, embora recorde também que na Grande Depressão foi preciso esperar por 1936 para que o esboço de uma nova ortodoxia surgisse por via da “Teoria Geral” de Keynes. Em seguida, prossegue fazendo uma excelente síntese – que organiza em três interessantes quadros sobre o estado da política económica e orçamental, a política monetária e a regulação financeira e a política económica internacional – dos materiais saídos da já terceira conferência “Rethinking Macro Policy” (com um interrogativo acrescento em subtítulo, “progresso ou confusão?”) realizada posteriormente à crise de 2008 por Olivier Blanchard sob a égide do FMI – são esses três quadros, seguramente úteis a vários títulos (informação, reflexão, ensino, investigação), que aqui quero saudar e de seguida reproduzir com uma muito justificada vénia ao trabalho do seu autor.





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