domingo, 21 de setembro de 2014

FORMAÇÃO PARA ELEITOS



Amanhã bem cedo, rumo a Évora para uma ação de formação de quatro horas dirigida a eleitos locais do Alentejo Central, destinada a sensibilizar autarcas para os novos rumos das políticas de desenvolvimento territorial, a convite da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central - CIMAC.
Santos da casa não fazem milagres e uma vez mais esta máxima popular se aplica como uma luva a um andarilho do planeamento que se tem afastado cada vez mais da Região em que começou a praticar e é cada vez mais chamado a intervir a sul do Tejo.
Pena é que, sendo segunda-feira, em Évora o D. Joaquim está fechado e a formação às catorze impedirá o prazer de saborear uma refeição lenta no Quarto para as Nove, no Botequim da Mouraria ou na Tasquinha do Oliveira, autênticas preciosidades de requinte gastronómico, como só o Alentejo pode oferecer. Por isso, amanhã não dará para usufruir do slogan que para mim define o Alentejo e que com ele cada vez mais me identifico: In Alentejo time is everything e À L’ Alentejo, le temps est trouvé.

(Botequim da Mouraria)
(Tasquinha do Oliveira)
 (Dom Joaquim)
Para memória futura fica o meu contributo para a sensibilização dos eleitos locais alentejanos.

CIMAC
AÇÃO DE FORMAÇÃO /SENSIBILIZAÇÃO DE ELEITOS LOCAIS
22 DE SETEMBRO DE 2014: 14.30 – 18.30
TEMA: Modelos e políticas de desenvolvimento territorial (regional, supramunicipal e local) no período 2014-2020
FORMADOR /ANIMADOR: António Manuel Figueiredo

  1. MODELO DE FUNCIONAMENTO

Apresentação de três temas a cada um dos quais corresponderá um tema de discussão.
Preocupação de organizar a sessão sobretudo em função da experiência e dos projetos dos eleitos locais.

  1. ESTRUTURA DA SESSÃO
  1. O contexto estratégico regional em que a intervenção local /municipal pode ser concebida – duração 35-40 minutos
    • Rejuvenescimento da capacidade e do tecido empresariais; densificação do tecido
    • Traço comum e transversal: inovação e conhecimento
    • Intensificação do conhecimento e inovação em atividades já localmente implantadas – novos modelos de negócio – internacionalização; entrepreneurship e intrapreneurship
    • Diversificação complementar: novas atividades e serviços intensivos em conhecimento
    • Mais valia ambiental e territorial, excelência rural e urbana, base patrimonial e cultural: como se transformam ativos desta natureza em atratividade de novo investimento empresarial
    • Minimizar e aprender a viver com o declínio demográfico: políticas de atração de residentes; novos modelos de gestão de serviços coletivos de proximidade para a baixa densidade
    • Aspetos organizacionais: a clusterização do turismo como alternativa única de atribuição de valor económico a ativos patrimoniais e culturais
    • Recursos humanos e competências: choque de qualificações com forte impulso da oferta? Ou navegação à vista com aposta na capacidade de formação à medida das oportunidades de investimento?
Tema 1 de discussão: 30 a 35 minutos

Como se projetam os eleitos locais nestas oportunidades estratégicas de âmbito regional? Como percecionam o seu contributo potencial? Como projetam a relação intervenção municipal –supramunicipal (CIMAC)?

  1. O contexto da intervenção municipal: constrangimentos da capacidade de intervenção dos municípios; o efeito –tenaz sobre os municípios  agravado pela crise 2007-2008 e pelo resgate pós 20111; modelo de financiamento da atividade municipal; os desafios organizacionais do marketing territorial – duração 35-40 minutos

    • Novas escolhas públicas municipais
    • Constrangimentos financeiros e de recursos humanos
    • Em que é que consiste o efeito tenaz?
    • Um município mais catalizador e menos executor? Catalizador de quê?
    • A equação local-supramunicipal: que margem de manobra existe para o desenvolvimento da equação?
    • Questões de organização interna: modelos matriciais versus funcionais: a unidade de projeto: como operacioná-la organizacionalmente?
    • As implicações organizacionais do marketing territorial: front office e back office; a importância do capital afetivo; os riscos da dispersão de recursos; recursos comunicacionais; como se influencia uma perceção global de região?
Intervalo de 20 minutos.

Tema 2 de discussão: 30 a 35 minutos

Como percecionam os eleitos locais os desafios para o Poder Local na próxima década? Que caminhos de mudança (ou de declínio) antecipam? Há espaço para a reinvenção do poder local?

  1. Oportunidades e o que fazer no próximo período de programação?
- Duração – 35 -40 minutos

    • PO Alentejo 2014-2020 e Plano de Ação CIMAC: que implicações e oportunidades?
    • “Há mais vida (financiamento)” para além do PO Alentejo 2014-2020 e Portugal 2020?
    • Engenharia de projeto para o próximo período de programação: que necessidades?
    • Município parceiro versus município empreendedor?
Tema 3 de discussão - Duração : O tempo restante

Projetos e ações; que diferenças teremos nos municípios do AC daqui sensivelmente a 10 anos? Que diferenças expectáveis poderemos encontrar nesse horizonte para o Alentejo que possam ser devidas ao que está desenhado na programação municipal e supramunicipal.

Síntese final.

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