quarta-feira, 22 de julho de 2015

…E TOCA O MESMO


O incidente de hoje, acima sintetizado, é claramente um não-assunto no plano da sua importância intrínseca. Mas não deixa de ser muito revelador por isso. Revelador da particular inspiração de Eduardo Ferro Rodrigues quando, em entrevista ao “Expresso”, definiu a postura de Passos como algo entre a “banha da cobra” e a “sonsice” – uma sonsice que nos irrita tanto mais quanto os portugueses não parecem gostar de ser tratados por lorpas e se faz acompanhar daquele inimitável ar grave e circunspecto com que consegue combinar na mesma e sua pessoa o aluno marrão, o mestre-escola, o aprendiz de estadista e o convencido “pai dos povos”.


Mas se Passos é o que é, Cavaco é pior. Desde logo porque aquele ainda esteve presente nas reuniões em causa, enquanto este fala de cor e sem qualquer razão para tal. A não ser que se sinta, como por vezes é acusado por alguma oposição, um desesperado advogado de defesa desta maioria PSD/CDS. E não só saltou de imediato a terreiro, à margem de uma visita a uma Escola de Armas do Exército em Mafra onde considerou que outros assuntos eram inoportunos, como reincidiu na sua desajeitada e pacóvia visão europeia. Começo a estar de acordo com Ricardo Araújo Pereira na sua tentativa de esboçar uma “introdução ao estudo da cavacada” em que sustenta que a dita [“cavacada”] é a única que reúne condições, designadamente ao nível da certificação e da origem demarcada, para uma candidatura a património imaterial da UNESCO...

(João Fazenda, http://visao.sapo.pt)

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