quarta-feira, 19 de março de 2014

MAIS SOBRE A NOSSA POORNOMICS

(Henrique Monteiro, http://henricartoon.blogs.sapo.pt)


Vamos tendo uma ordem de grandeza quanto à dimensão do assalto governativo aos salários dos funcionários públicos e às pensões nestes três anos de Troika. Mas a opacidade é maior relativamente aos montantes indiretamente retirados às famílias e às empresas em função das regras e das taxas dos vários impostos e dos orçamentos do Estado.

O recente “Relatório sobre a Despesa Fiscal 2014” permite uma avaliação rigorosa desses cortes em isenções, deduções e benefícios: por um lado (gráfico acima), a chamada despesa fiscal do Estado viu-se reduzida em 4,81 mil milhões de euros (cerca de 3% do PIB), equivalentes a uma quebra de 35%, entre 2011 e 2014; por outro lado (gráfico abaixo), e no tocante às famílias, ascendeu a 1,015 mil milhões de euros a perda de benefícios e deduções fiscais de que foram alvo por via de limitações ao abatimento de despesas no IRS, da definição de novas regras para diferentes rubricas, da fixação de um teto máximo ao conjunto de gastos a abater e da revisão dos escalões e taxas de IRS (para além da introdução da taxa extraordinária de 13,5%).


Pois são também estes níveis de extorsão que vão ajudando a consolidar as malditas manifestações da miséria social que nos assola, como a primeira página do JN de hoje tão claramente sinaliza…

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