quarta-feira, 5 de março de 2014

SÓ UMA HIPÓTESE CARNAVALESCA?


Não fossem os disfarces dos funcionários da “Filigranes” – desculpa, António, mas da próxima tens também de passar por lá, até porque, não sendo embora a zona tão aristocrática como a das Galerias, fica em boa localização (na Avenue des Arts, em pleno Quartier Européen, a meio caminho entre a Rue de la Loi que vem para cá e a Rue Bélliard que vai para lá), abre todos os dias (domingos incluídos), o ambiente é acolhedor e a oferta é competitiva e mais adaptada às tuas responsabilidades familiares – e nem tinha dado pelo dia de Carnaval. 

Mais uma das óbvias diferenças entre o norte e o sul da Europa à deriva que nos calhou em sorte nesta fase da vida. Agora deu-lhes para se convencerem que as crises se resolvem fingindo que nada se passa e procurando fazer a festa por isso! Com a lamentável particularidade de serem os chefes de governo dos ex-PIIGS de maior dimensão e potencial de risco para a Zona Euro a corporizarem a exibição de um filme de ampla abrangência, de uma fita integralmente compatível com os cada vez mais estreitos azimutes que definem a distância entre a esquerda moderada de Renzi e a direita democrática de Rajoy. Será que, em face dos resultados eleitorais previsíveis, isto ainda vai acabar num defensivo bloco central europeu entre o PSE e o PPE?


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