domingo, 21 de abril de 2013

O MELHOR DO FIM DE SEMANA



O fim de semana é por regra um manancial de comentários possíveis, tantas e tão variadas são as cabeças pensantes que espreitam seja nos semanários, seja nos diários em modelo FDS, seja ainda na TV. Retirando a força do cartoon do António no Expresso, um magnífico “Descongelar de Portugal” nada de decisivo e transcendente me impressionou. Chamaram-me a atenção a tese de Mϋnchau de que Portugal avança para um segundo resgate, contrariado pela tese de alguns segundo a qual o país tem agora a sua decisiva oportunidade de moderar a Troika interessada em que Portugal não descole da Irlanda. Teresa de Sousa reclama atenção para a jogada de governação de Passos Coelho, colocando o PS numa situação de equilibrista em situação difícil, algo que já aqui havia destacado, no sentido de defender que a mini-remodelação governamental não pode ser desvalorizada pelo significado que pode ter em termos de uma nova entourage política assumida por Passos Coelho. Pacheco Pereira insiste na tese de que o governo começa a consertar a contragosto o que estragou, mas é uma ideia já avançada no Quadratura do Círculo da última quinta. Miguel Esteves Cardoso e Maria João expõem-se e expõem o seu amor que até dói.
Mas o melhor da semana é seguramente a feliz coincidência que a natureza me proporcionou em Seixas. As aleluias resistiram para além da Páscoa, revigoradas pelo sol que finalmente as acaricia, os carvalhos estão no ponto do seu verde irreplicável e as azálias transbordam de vermelho. Este equilíbrio entre o verde irrepetível que atinge o seu ponto e a explosão de vermelho das azálias talvez seja simbólico do que tenderá a passar-se lá pelas bandas da segunda circular em Lisboa pelas 20.15 onde espero que a explosão das azálias se sobreponha ao verde dos carvalhos.

Sem comentários:

Enviar um comentário