sábado, 11 de janeiro de 2014

PRECIOSIDADES (24)


Há já algum tempo que não lançamos aqui um olhar sobre a conhecedora e informada análise de Wolfgang Münchau. Pois o seu artigo desta semana no “Financial Times” é disso merecedor pela sua eloquente chamada de atenção para o termo de mais um período de uma crise europeia que continua inequivocamente a encarar como longe do seu fim.

Eis o primeiro parágrafo, cristalino: “A crise do euro não acabou, mas uma mudança importante teve lugar. Foi concluído o debate político. A decisão de não estabelecer um respaldo comum para os bancos da Zona Euro fechou a última janela a qualquer forma de mutualização da dívida como ferramenta de resolução da crise. Todo o ajustamento terá lugar através de austeridade e deflação de preços na periferia. A maior parte do ajustamento ainda está pela frente. Também foi decidido que o fardo da dívida só será reduzido pelo seu pagamento – não por via de inflação, incumprimento ou perdão de dívida.”

Dito por outras palavras: as eleições alemãs e todos os seus variados estilhaços estão vistos e revistos, pelo que é tempo de parar de empalear fingindo debates democráticos – chegou pura e simplesmente o momento de mandar quem pode e obedecer quem deve...

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