sexta-feira, 15 de maio de 2015

VAMOS LÁ AO QUE INTERESSA NO REINO UNIDO!




Não é falsa modéstia, mas o que o INTERESSE PRIVADO, ACÇÃO PÚBLICA tem escrito sobre o que se tem passado e que se vai passar no Reino Unido é bem mais robusto do que a mediania do comentário político tem feito passar pela pouco exigente opinião pública nacional.

O Banco de Inglaterra acaba de publicar um documento, o INFLATION REPORT que embora diga pouco sobre as incongruências da política fiscal do governo conservador (ver aqui o sentido crítico de Simon Wren-Lewis no Mainly Macro), constitui um bom referencial para compreendermos o momento eleitoral recente e o pós eleições no Reino Unido.

Cito para isso Martin Sandbu no Financial Times que retoma e bem o argumento que, em meu entender, quase não passou no comentário político nacional (iliteracia económica que baste) e que o INTERESSE em devido momento anotou:

“O assunto mais importante do Inflation Report ontem publicado pelo Banco de Inglaterra não é de todo de origem monetária. É o fraco crescimento da produtividade que penalizou a economia do Reino Unido desde a crise. O abrandamento da produtividade complica a fixação da taxa de juro de várias maneiras. A não ser que a produtividade recupere, os gestores da política monetária devem pensar rapidamente que estão a chegar ao ponto em que um estímulo monetário sobreaquece em vez de recuperar o não utilizado e aumentos de taxa estarão em cima da mesa se o crescimento for lento. Mas o facto do abrandamento da produtividade ser tão pouco compreendido gera uma enorme incerteza acerca do determinante central de uma política monetária apropriada. O melhor palpite do Banco de Inglaterra é que o futuro está um pouco pior; reviu em baixa a sua previsão de crescimento para este ano e os dois próximos em 0,3 pontos percentuais”.

Tal como referi oportunamente o abrandamento da produtividade poupou os britânicos e naturalmente os conservadores a uma austeridade mais penalizadora do mercado de trabalho, embora destruindo produto, mas deixou problemas por resolver que o novo governo conservador terá de afrontar.

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