
Todos certamente valorizamos a obra de Soares dos Santos, todos certamente apreciamos a argumentação judiciosa da Sociedade, todos certamente reconhecemos a competência específica de Borges. E, por isso, todos temos pena…
Pena porque, certamente por lapso, os responsáveis pela proposta desconheciam o convite de Passos a Borges, por aquele descrito nos seguintes termos em entrevista ao “Sol”: “para haver uma melhor coordenação de toda a implementação da agenda de transformação estrutural que queremos concretizar, o Governo passará a ter uma equipa, que funcionará no âmbito da Parpública e que será dirigida pelo professor António Borges”. Reforçando que tal vai “habilitar o Governo a dar um ritmo e uma intensidade maiores à execução destas medidas”.
E como nestas coisas a “lei de Murphy” acaba sempre por vir ao de cima, a tentativa de Soares dos Santos de chegar à fala com Borges foi infrutífera em prazo útil. Assim sendo, não pôde ouvir da boca deste a reação óbvia: “Muito obrigado, seria uma enorme honra, mas já estou comprometido”...
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